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Taxas de Condomínio: Entenda Como Abordar os Reajustes

Sabemos que as taxas de condomínio sofrem reajustes todos anos. Ter conhecimento e saber do que o condomínio precisa com antecedência é essencial para o bom funcionamento do negócio. Com isso, deve-se considerar alguns pontos importantes para que o reajuste seja feito de forma justa e transparente para com os condôminos. Por exemplo, saber se deve considerar a inflação do período e se a idade da edificação conta na hora de estabelecer o reajuste. É preciso mostrar que os recursos pedidos a mais serão bem definidos e empregados corretamente.
A hora de realizar os ajustes das taxas é na maioria das vezes tenso e causa um certo tipo de desconforto nos clientes, visto que o aumento dessas taxas irá impactar diretamente no bolso deles. Nesse processo, a situação não pode ser turbulenta nem problemática. É importante que o síndico e o conselho fiquem de acordo com a atual situação financeira e com a alterações a serem apresentadas.

COMO FAZER A ABORDAGEM ?
Geralmente a definição de alteração das taxas dos condomínios são feitas logo no início do ano. Nessa hora os condomínios são convocados juntamente com a assembleia geral para que o processo de reajuste seja feito de forma justa e agradável para todos. As contas dos gastos e despesas do ano anterior devem se apresentadas, par isso, há a necessidade de fazer um levantamento geral para então, por em dia e ficar as finanças do condomínio. Nesse momento pode ser que haja uma eleição para um novo síndico. Em seguida, o atual síndico ou a administradora coloca em aprovação a nova previsão orçamentária, e com ela o reajuste da taxa condominial, se necessário. Vale lembrar que o reajuste da taxa condominial não necessariamente deva acompanhar a inflação, já que muitos dos gastos e despesas não mudam de acordo com esse índice.

O QUE DEVE SER CONSIDERADO ?
Uma análise feita pelo Síndiconet aponta alguns pontos que devem ser considerados. Por exemplo:

Histórico de despesas: Sabemos que a organização e o planejamento é fundamental quando o assunto é reajustes de taxas condominiais. Isso infere-se que ter um histórico bem documentado dos custos é essencial. O demonstrativo de despesas do ano que se passa vai ajudar estabelecer uma análise dos gatos. Com isso, as dúvidas devem ser tiradas e por fim a estabelecer o novo reajuste. É necessário fazer um levantamento de cada item de forma individualizada. Dessa forma é possível saber quando algo demandou mais do orçamento que o planejado. Também é possível perceber se outro ponto, por sua vez, não irá precisar de novo reajuste.  

Benfeitorias futuras: É importante analisar se o condomínio pretende investir em alguma obra que demande um aporte financeiro maior. Reparos como pintura de fachada, grandes impermeabilizações, ou  reforma de piscinas demandam planejamento – e orçamentos – próprios. Nesses casos, é importante deixar claro o que será taxa condominial mensal e o que será destinado para essas melhorias. O ideal é serparar as contas através de um Fundo de Reservas ou de Obras  

Despesas e contratos de manutenção: Procure identificar quais contratos e quais despesas poderão sofrer reajustes no decorrer do ano. Contratos de manutenção de elevadores, por exemplo, representam valores elevados e possíveis reajustes não devem ser esquecidos. Consulte os contratos e negocie com os fornecedores. Leve em conta também que condomínios mais antigos demandam maiores gastos e possíveis imprevistos com manutenção.

Inadimplência: Outro dado revelado pelo histórico do condomínio é seu percentual de inadimplentes. Com essa média é possível saber que porcentagem a mais os condôminos com pagamentos em dia terão que arcar para que gastos como funcionários, água e luz, não fiquem descobertos.

Situação atual das contas: A situação financeira atual do condomínio também deve ser considerada. Se as contas estão fechando mês a mês com folga e o saldo é positivo e considerável, é possível que não haja a necessidade de um reajuste imediato. Porém se  a situação está empatada – não sobra e nem falta dinheiro- o ideal é fazer uma pequena atualização da taxa mensal. Cuidado: evitar a atualização da taxa a todo custo pode gerar desequilíbrio nas contas, o que não é recomendável.  

Contas d´água e luz: O consumo de água e luz são o segundo e o terceiro lugar no ranking de gastos do condomínio. Para projetar seu custo futuro, vale pesar, além do que foi gasto no ano passado, possíveis reajustes.  Nesses casos, vale a pena se utilizar do IGP-M  ou de uma margem de segurança de 5% a 10%.

Gastos extras de final de ano: Se necessário, considere também gastos extras comuns de final de ano, como decoração natalina, caixinhas e abonos para funcionários e prestadores de serviços. Coloque esse item na lista de despesas e dilua-o em 12 vezes.

A Apoio é uma empresa que lida bem com empresas que desejam fazer uma boa abordagem dos reajustes de taxas de condomínio. Clique aqui para saber mais e obter mais informações.